“Era um fim de tarde de verão, se eu não estou enganado. Estávamos sentados no jardim da casa dela observando o sol dar lugar para a noite que caía enquanto comíamos biscoito e conversávamos. Lembro-me de ter sido incrível e é uma das minhas memórias favoritas com ela. Não falávamos muito, mas não era necessário porque o silêncio e a brisa do vento já falavam o bastante para nós dois. Éramos tão jovens, tínhamos tantos sonhos e o mundo era nosso; as montanhas, os lagos, tudo. Tudo nos pertencia. Era ótimo estar ali sentado com ela porque era o suficiente para me fazer sentir infinito, nos sentíamos infinitos e nada no mundo mudaria isso. Ela era tão linda, mal sabia do futuro que a aguardava. Eu sou um cara de sorte por tê-la ao meu lado.”
— Melindrado.